Thursday, October 29, 2015

Mother is the Maker

Mother is the maker
of marrow and milk:
the strength of bones,
the soft of silk.
Her sweetly singing morning graces
bless the faces of the loved.
Resting, nesting, loved.

Mother is the maker
of moral and mind:
the reason in virtue,
the rightful kind.
Her timely, true compelling voices
guide the choices of her loved.
Reaching, teaching, loved.

Mother is the maker
of memory mine:
the place of creation,
the power divine.

Bless the maker of mothers, loved
and bless my mother, maker, loved.

DGM, 10 May 2015
(written for my mother on mother's day)

Escrever

Necessito do que é escrito.
Este conflito dentro de mim.
Sim.
Insatisfeito em meu peito
Dá me jeito das canetas
Para inventar planetas.

DGM, 2014

Tuesday, October 27, 2015

ACME

Jeff says
the definition of ACME is excellence.

So I say:
Whack me!
Try to crack me with your wacky mathematics.
Stack me against the odds
because rods and cones deceive
but if you believe and back me up
I will still be here
making my career of questions
and solutions to this pollution of problems in our world.

They rack me with torment,
a torrent trying to attack me.
But track me because I’m going far.
As you pack me with power
the knowledge of the hour
will devour the competition
as I petition for more repetition.
Smack me with problems resolved recursively.
Smack me with problems resolved.
Smack me with problems.
Smack me with.
Smack me.
Smack.
Sack me if you can, but my plan
is to rid the world of wrong
with songs of algorithmic melodies
both beautiful and brave
they will save time, money and lives.
Practice is my path of choice
toward the quiet voice of quality
calling me to come and finally see
what I can be.

So bring it on!
Hack me
and make me better
by being truthful and ruthless
rigorous
defined
and intense.

Welcome to the ACME of excellence.

—DGM, 30 April 2015

Saturday, March 21, 2015

13

Saudades


Devo prestar atenção
Porque em corpo estou aqui.
Mas o coração me leva
à terra de Moçambique.


—Míler, 1 Março 2015

12

Erro

em erro te apanhou
quer dizer apanhei
eu não sei que falei
ainda mais que falou

—Míler, 2014

Este é meu segundo poema estrito na língua portuguesa.

11

Criação


Sou Cientista
tentando criar a beleza.
É muito mais difícil criar
do que é pra achar


Mas agora, epa!
Basta criar uma beleza
só para dizer que a fiz
com minhas mãos.


Prontos.


A vida do cientista é assim mesmo.

—Míler, 2014

Este é meu primeiro poema escrito na língua portuguesa.

10

Uma boa pintura

Começávamos
e andando transpirávamos
o rumo à nossa frente
que custávamos a mente
de repente se arrebentou
e logo repousou
nos corpos que habitávamos
pois, então descansávamos
e ficávamos
essa obra de mestre
no rumo silvestre.


—Míler, Fevereiro 2015

9

Corta Mato

Começávamos
correndo na estrada pavimentada
visão cumprida
obstáculos sem jeito
rio suave
mas chegou o tempo
de desembarcar
e tchovar.

Virávamos
ao lado esquerdo
onde havia mato
sempre em frente
terra turbulenta
com força de quebrar
os pés e a vontade
também a tchova.


—Míler, Fevereiro 2015

8

Completar Anos

Celebro, sim, porque fico
roubado de ano
e não percebo de nada
esperto cigano


—Míler, 4 Março 2015

7

Irmão mais novo

Há pouco tempo que
nasceu com energia
logo lutando para
a própria vida.

Ainda fica muito jovem
agora que a luta acabou
mas irmão mais novo
continua a lutar
mas não para nascer.

Irmão mais novo diz ajuda e
ensina-me a fazer
mas a família pouco consegue
ouvir a voz de irmão mais novo.

E titio é um pouco surdo.
Pois, também ele não faz.
Mas como irmão mais novo é muito esperto
sabe atrapalhar até conseguir.

Quando jovem, tem maningue desafios.
é difícil lutar para irmão mais novo
com 40 anos só
mas é guerreiro desde infância.

Irmão mais novo
nasceu a lutar
e a luta continua
até o dia terminar.


—Míler, Fevereiro 2015

6

Falecimento

Falecimento!

Tapete de pés, a defesa
mas antes ficou natureza.
Perdemos a história completa
da gloriosa ante-grandeza.

Fala cimento!


—Míler, 17 Março 2015

5

Beira-mar


O fruto dessas palmeiras
costumava me desfrutar;
comia a sombra fresquinha
pertinho do beira-mar.


Chamado a ser pescador,
trabalho de paciência,
levei meu barco e a rede
à Praça de Independência.


O mar é bom professor
custo me muito remar
mas volto a pensar na costa
pois lá é que fica meu lar.


Há tanto peixe na água
nadando daqui p’ra lá.
Como é que apanhei pouco,
tão grande escola está!?


Examinei toda a rede
cada fio fibra e nó.
Afinal o problema é este:
pescava os buracos só.


O fruto dessas palmeiras
costumava me desfrutar;
comia a sombra fresquinha
no amado beira-mar.

—Míler, 22 Março 2015

Tuesday, March 3, 2015

4

Origens


Dentro de mim há savanas sem chuva.


Dizem
que nós viemos
de mãe nativa.


Dizem
que ela veio
de África Oriental.


Olho p’ra além do deserto.


Parte de mim
começou a nascer
numa beira panorâmica.


Parte de mim
aprendeu a falar
na serena voz do Índico.


Pois, estamos juntos.


Também sou carvão
profundamente escrito no coração
do futuro cidadão, irmão!


Também sou carvão
e tenho que arder assim;
mostrar ao mundo a luz da nossa combustão!


Dentro de mim queima fogo de carvão, irmão!


—Míler, Fev 2015



Dedicado aos poetas moçambicanos.
Por um entendimento melhor vê-se os seguintes poemas:

"Grito negro" de José Craveirinha

"Poema mestiço" de Mia Couto

"Naturalidade" de Rui Knopfli

Friday, February 27, 2015

3

Catana


Eu tenho catana
catana que não mata
mas que abre côco
porém não ajuda nada
se não tiver côco.


Eu tenho catana
catana que não tira
mas que poda árvore
porém não ajuda nada
se não crescer árvore.


Eu tenho catana
catana que não manda
mas que corta selva
porém não ajuda nada
se não houver selva.


Quero côco, árvore, selva;
queres só catana.


Se tiveres catana
mas não tiveres como usar,
tu tens catana
para quê?

—Míler, Fev 2015

Em Moçambique, catana é igual a dizer facão.

2

Machambeiros


Eu, mulungo
Tu, xicuembo


Vês aquela machamba
solo amado
árvore
flor
e agora, fonte que brota


sabia que brotaria


Desejo estar lá
em grande celebração
o final do começar
e agora, madura
produzira pouca
enquanto trabalhávamos
mas a enxada
é profissão bastante agradável
a quem se espera
o florescer.


Locais que andávamos
entre as Rosas
entre Oliveiras e Castanheiras
Nós que andávamos
enquanto estávamos
juntos.


E estamos juntos
Eu, mulungo
Tu, xicuembo
vendo pela janela
à nossa amada machamba
que cuidávamos,
ensinávamos
a crescer.


14 e 15
de Fevereiro
há poucos dias
dos heróis
do dia 3;
e como são heróis!


Bastante aprendo eu
a crescer como planta
desses heróis do solo amado
apanhando a luz do Sol.


Vejo isso tudo pela janela.
Eu, mulungo
Tu, xicuembo
Vamos voltar a machambar
novamente no solo
que limpa a alma.


Havemos de criar outras
muitas, belas e frutíferas
pois, estamos juntos
Tu
Eu
e a machamba.


—Derek Miller

29 Janeiro 2015

Inspirado pela formação da primeira estaca d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em Maputo, Moçambique, 14-15 Fevereiro 2015.

Mulungo refere-se a um ser humano de pele branca. Vem da língua Ronga falada na região por volta de Maputo, Moçambique.
Xicuembo refere-se a Deus ou um espírito poderoso. Vem da língua Ronga.
A machamba é a palavra moçambicana que se refere ao lugar onde crescem as plantas. Pode ser de qualquer tamanho de pequena horta à plantação grande.